Beyond a Reasonable Doubt (2009)
Novembro 22, 2009

Poucas vezes na minha vida fui capaz de, 10m após o começo de um filme, ficar com a certeza de que estava perante um filme extremamente fraco. Diálogos apatetados, péssimo timming, banda sonora de filmes de acção dos anos 60 e fotografia de novela foram algumas das pistas. A parte mais triste é que a história base do filme até tinha potencial e poderia ter sido muito melhor aproveitada.
Numa frase: muito fraco, NÃO VER
2/10
Moon (2009)
Novembro 19, 2009

Apesar de um começo so-so (a roçar o quando-é-que-a-história-a-sério-começa?), Moon acaba por conseguir atingir o potencial que o seu trailer ameaçava oferecer: um excelente retrato da quase impotência humana perante o progresso científico e um perfeito reminder de que no man is an island.
Sam Rockwell faz o filme. É o seu charme alternativo e surpreendente versatilidade que, em conjunto com um acompanhamento sonoro assombroso, permitem abordar uma temática, já por si tendencialmente repetitiva, de uma forma nova e intensa.
8/10
The Burning Plain (2009)
Outubro 21, 2009

Gimme a P! Gimme an R! Gimme an E! Gimme a T! Gimme an E! Gimme an N! Gimme a S! Gimme an I! Gimme an O! Gimme an S! Gimme an O! Gimme PRETENSIOSO!! The Burning Plain insinua a sua aparente fixeza com uma temática trágica e forte drama familiar, mas rapidamente se revela um fraco wanna-be mixer de dor, dureza e tragédia interior.
4/10
Nota: queridos, queridos Babel e 21 Gramas…
Chéri (2009)
Outubro 19, 2009
Após a visualização de Chéri, restam as seguintes sensações:
- um filme que foi feito para a Michelle Pfeiffer ter algo que fazer;
- não me sinto de todo diferente (aliás, estou um pouco zangada por ter perdido uma hora e meia);
- que sotaques eram aqueles?
- ok, já existiam cougars no princípio do século passado, e então?
Desrecomendo vivamente.
5/10
Los Abrazos Rotos (2009)
Setembro 23, 2009
Quando se é espectacularmente bom a fazer filmes, se se faz um apenas bom, vai-se notar. Penélope Cruz brilha, invariavelmente, e as eternas temáticas almodovarianas – emancipação feminina e chapadas na cara das heroínas – estão lá. Infelizmente, estão lá também duas horas de filme, num ritmo não tão louco como a história pedia.
Nao deixa, no entanto, de ser um bom filme, digno da compra de um bilhete.
7/10
Inglorious Basterds (2009)
Agosto 28, 2009

Este filme é tudo o que se pode esperar de um filme de Tarantino e ainda mais. Num (já) habitual clima de violência desenfreada sem moderação e humor macabro delish!, Tarantino apresenta uma história muito bem trabalhada, com personagens desenvolvidas e comicamente marcantes e com performances soberbas de, por exemplo, Diane Kruger e Christoph Waltz.
Não desiludirá os fãs incondicionais. Perfeitamente colocado (pelo meus companheiros de cinema) ao lado de um Kill Bill e abaixo de um Pulp Fiction.
quase-9/10
***SPOILER****
PS: finalmente alguém com coragem para matar a porra do H.!!
Adventureland (2009)
Agosto 26, 2009

Um filme que retrata muitíssimo bem: a awkwardness que é ser-se jovem, não se saber o que fazer ou que caminho seguir, a preguiça e os amores do Verão. Adventureland é um post-teen flick muito divertido, querido e perfeito para ver agora (portanto, não na Primavera, como foi nos US, nem no Inverno, como certamente será por cá – para ver agorinha, no calor febril (not so much) do Verão).
PS: será possível não adorar a K-Stew?
8/10
Public Enemies (2009)
Agosto 26, 2009

Lembro-me de que gostei do filme na altura. Lembro-me que não fiquei abismada, nem adorei o Dillinger tanto quanto pensei que iria adorar. Culpa de quem? Não sei. Lembro-me também de que não gostei dos planos agitados (câmara a correr com as personagens) e de que achei apenas leve piada aos inúmeros MEGA grandes planos. Lembro-me que achei agradável ver, mais uma vez, o querido Christian. Lembro-me que, no dia seguinte, já quase não me lembrava do filme.
6/10
I Love You, Man (2009)
Agosto 1, 2009

Uma comédia genuinamente divertida, com piadas parvas e referências actuais qb.
Para quem gosta dos filmes de Judd Apatow (The 40 year old virgin, Knocked up) e de How I Met.
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Synecdoche, New York (2008)
Julho 30, 2009

Para não variar, Charlie Kaufman escreveu mais um argumentozinho (e se há altura em que este -zinho é completamente irónico, é esta) mirabolante, começando num ponto e acabando noutro completamente distante e incrivelmente sombrio e, sadly, real. Um filme que começa por parecer algo pequeno e pessoal, mas que, no final, se descobre que é um projecto ambicioso e forte causador de uau!s pelo que nele se faz, diz e retrata.
Um filme para quem adorou Adaptation (não basta ter gostado do ESOTSM)
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