Drive (2011)

Drive foi o melhor filme que vi em 2011.

Gosling arrepia num papel silencioso, mas de uma intensidade perturbante. A sua química com Mulligan é tão palpável que se sente que estamos a invadir a sua privacidade.

O enredo, deliciosamente 8Os-ish e feito de um ambiente orgulhosamente modesto, é um crescendo contínuo e provoca emoção durante todos os segundos do filme e durante muitos mais após o fim do mesmo.

Admirável.

10/10

Melancholia (2011)

Com a certeza de que por Melancolia, o Lars queria dizer Angústia, fica aqui outra certeza: este é um filme para duros. Duros que gostem do Lars ou duros que tenham coração de ferro. Either way, a realização é boa, a Kirsten arrepiante e a história… oh well, se forem duros, depois conversamos melhor.

Numa frase: no mínimo, merece a pena ver para agarrarmos a vida a valer.

7/10

Na categoria 2011, 7

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A dangerous method (2011)

Sem querer perder dinheiro, aposto aqui que a Keira estará sentadinha na fila da frente dos Oscars, ou não estivessem a sua agilidade do queixo e o seu look anorético-sexy não menos que fantásticos.

Fassbender, de agora em diante aka o meu novo admirado (Ed Norton, make room), e Mortenssen ambos com uma plenitude extremamente credível e surpreendente (pelo menos para mim, que achei que ia haver mais agitação física) fecham o triângulo e geram um filme suave, mas muito captivante.

8/10

Na categoria 2011, 8

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Horrible Bosses (2011)

Não sei se foram as semanas longas sem cinema ou o meu eterno acting-amor pelo Bateman, mas Horrible Bosses foi muito divertido e fez trabalhar bem os abdominais.

O argumento é animadinho, mas a grande graça vem por intermédio do trio Bateman- Day-Sudeikis, através de um humor muito físico.

Este senhor achou isto: nenhum, mas rigorosamente nenhum, sentido de construção de alguma coisa, narrativa ou outra: são só “momentos”, desconexos e descontínuos, prontos a servir com a mesma graça (ou falta dela) no YouTube. Numa palavra, péssimo.

Eu cá acho que ele é parvo. Mas, decidam vocês.

7/10

True Grit (2010)

Jeff Bridges e a miúda deslumbram nesta aventura.

No entanto, o pensamento inevitável e constante é imaginar que, um dia de manhã, os Coen acordaram e disseram  ’bora lá fazer uma coisa normal. Não é mau (nem por sombras), mas é diferente. E quando se gosta tanto do estranho e aparece algo normal, o normal passa a saber a estranho.

8/10

Somewhere (2010)

Somewhere é a prova de que Sofia criou definitivamente o seu lugar: um cinema zen, em que tudo passa para este lado com pouco ou quase nenhum som e onde o casting deslumbra em histórias tendencialmente simples.

Desta vez, Sofia leva com mestria as sensações de plenitude visual e foco absoluto na personagem até ao limite, mostrando-nos uma luxosa, yet vazia vida de celebridade.

7/10

Black Swan (2010)

Black Swan é tudo aquilo que o trailer, as conversas, as críticas e historial de Aronofsky prometiam.

É negro e absorve TODA a atenção. É preenchido de dualidades constantes e inteligentes. É um confluir perfeito de emoção e horror. É o showcase perfeito do poder de actuação de Natalie Portman, que ascende e quase se supera quando se transforma no verdadeiro Cisne Negro.

9/10

You will meet a tall dark stranger (2010)

Um Woody Allen com uma veia agridoce mais intensa que o normal.

Um super cast, muitas crises e a sensação de ficarmos pendurados, lembrando que o fim súbito é muitas vezes o mais irritantemente provocador.

6/10

The Tourist (2010)

Dada a torrente de bad mouthing que por ainda andava, lá fui ver The Tourist.

Gostei dos outfits e de ver a cara de cera da Angie.

Looking back, não gostei da previsibilidade e simplicidade do enredo, mas confesso que até estive entretida.

Em resumo: as facadas do Gervais não eram de todo mal aplicadas (as nomeações para os Globos ficarão  eternamente incompreendidas) – mas também não era caso para taaanto enxovalhanço.

5/10

Little Fockers (2010)

O poster, praticamente, diz tudo.

Vamos pegar num tema quase gasto, overdoseá-lo de nomes sonantes e dar-lhe um título que pouco tem a ver com a história.

Triste desfecho para uma trilogia que used to be ok.

3/10

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